Fabulosa sutileza
Amélie deixa apaixonar-se num instante.
Ela já conhecia o Nino pelo que ele gostava. Estava em posse de um álbum que pertencia a ele e bolou um plano bem bolado, daqueles com roteiro e coragem, apenas na esperança de encontrar com ele.
Mesmo sem se dar conta, ela vai seguindo pelo caminho direto do coração dele.
Nino chega bem devagar, e observa como se ali estivesse uma rara flor e nela repousa uma borboleta azul.
E então ele toca a nuca de Amélie, em um movimento quase que imperceptível, mas que nela arrepia no âmago.
Não tenta assustá-la, mas como ele é o esqueleto do trem fantasma, faz o seu trabalho da maneira mais doce que sabe para aquela pagante.
O som que ele produz embala o momento e se torna um soneto de carinho.
O tempo para numa brisa de ternura para que ele possa provar do infinito. E ele se enamora, sem também sequer perceber.
Amo ler essa cena assim do meu jeito, profunda e romântica. Ela não requer legenda ou que ninguém explique.
Me dá tanto prazer ser apenas eu mesma e entender os sentimentos pelo meu próprio coração, mesmo que eu não esteja vivendo aquilo.
Vai ver "observar os detalhes que ninguém vê" também seja reparar naquilo que todo o mundo pode ver, mas que dentro da gente se torna sempre algo tão único, tão inédito, tão fabuloso.
Adoreeei, na verdade nunca assisti esse filme, porém me interessei profundamente agr, ate pq esse sentimento todos conhecem bem, mas quando te mostra de forma tão pura e primária, desperta realmente uma grande curiosidade e interesse de saber mais.☺️❤️
ResponderExcluirQuerida, ler suas palavras é sempre renovador. Lembro-me de quando assisti pela primeira vez o filme da Amélie. Senti-me tão imersa na história e tão impressionada com a tamanha delicadeza de cada cena. Saber qual a seu ponto de vista dessa cena do parque, foi muito poético! Amei tanto! ✨️💛💖
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