Anne de Green Gables, da Lucy Maud Montgomery

Sou encantada pela delicadeza que a autora usa para descrever as plantas, as águas, o céu, as estradas, os bosques e as estações do ano, principalmente os detalhes no caminho primaveril e o desfolhar outonal dos dias em Green Gables.
Nesse cenário, a Anne é uma flor que desabrocha lindamente. 

Essa leitura me deixou nostálgica, porque me fez lembrar da série Anne with an e, mas eu li sem ficar comparando as obras, mesmo elas sendo sobre o mesmo universo e com as mesmas personagens. Li sem pretensão alguma. Queria apenas sentir uma nova sensação. 

A amizade entre a Anne e a Diana é uma poesia. Juntas elas vencem o tempo, a solidão e as diferenças. 

Amei uma frase que encontrei bem logo no início do livro:
"Os passarinhos cantavam como se fosse o único dia de verão em todo o ano."
Fiquei sonhando acordada, imaginando e visualizando uma manhã assim, com o sol surgindo enquanto eu olho pela janela.
No ar, o inebriante aroma das folhas úmidas pelo orvalho matinal.

Me teletransporto à Green Gables, ouço as histórias das meninas do clube de contos, saboreio uma deliciosa fatia de bolo de frutas da Marilla, vejo o Mathew ordenhar a vaca malhada e vou estudar na escola de Avonlea.
Ah, que deleite de imaginação...

Anne me inspira a sonhar com coisas puras, belas e suaves, porque mesmo quando a sua infância era triste, ela imaginava um mundo feliz e contava com a sua esperança inabalável para acreditar que um dia viveria nele.

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