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Mostrando postagens de setembro, 2026

Jardim secreto

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Desenho que eu fiz sobre o livro O Jardim Secreto, mas o texto não é sobre ele. As coisas tendem a mudar de uma hora para outra, da noite para o dia.  Nem sempre em definitivo, mas as novidades costumam se encolher dentro de mim, até ficarem invisíveis. As coisas antigas são como roupa usada, macia, com cheiro familiar, que eu visto e sinto conforto, embora tenha buracos e bolinhas. Minhas memórias são como uma placa de "PARE" no caminho, para que eu não me jogue na insensatez e não caia em precipício. Quero estar no jardim secreto, onde tudo desabrocha e ninguém diz que "nem tudo são flores." Lá é sempre hoje, nunca há lembranças dolorosas nem ansiedade pelo que ainda não chegou, porque é no presente que as coisas acontecem. Nele o peito não aperta, a alma não se angustia, nem a boca lamenta. Quero ficar no jardim secreto, porque ele não é uma ilusão. É o esconderijo do meu coração. 

Listinha de pequenos prazeres

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✨️ Acordar de madrugada e ver a minha gatinha dormindo no meu pé na minha cama ✨️ Desenhar com giz macio, que desliza no papel e não dói a mão  ✨️ Comer pipoca assistindo um filme saturado da sessão da tarde ✨️ Ouvir rádio quando fico sem internet (ou não - e encontrar um programa de flashback) ✨️ Colher florzinha no caminho (e colocar para secar numa folha do meu caderno) ✨️ Lavar as roupas, colocar para secar e ficar sentindo o cheirinho bom de sabão e amaciante ✨️ Reencontrar uma música que eu já ouvi em looping infinito em outra época  ✨️ Procurar pela tradução de uma música e descobrir que ela faz sentido ✨️ Ouvir o quarteto fantástico da Roxette ( It must have been love, Spending my time,  Fading like a flower e Listen to your heart ) ✨️ Ver os passarinhos voltando para os galhos no fim do dia ✨️ Dormir enquanto rezo o Terço  ✨️ Tomar sorvete de creme com passas (amo morder as passas) ✨️ fazer um bolo aromático (com canela e banana/maçã) e comer um pedaço quen...

A essência da beleza

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Tenho reparado na pontualidade da primavera. Ela  não atrasa. Chega sempre no momento certo. Talvez seja ela a estação mais forte de todas. E digo isso porque aqui no Ceará a estação chuvosa é o verão e quando passa, já é o inverno no Brasil. Porém é na primavera que eu noto que tudo está alinhado. Floresce lá, floresce aqui. A estação gentil, bonita e delicada é a mais forte porque ela vence as diferenças.  Estou amando caminhar pelas ruas e ver tudo florindo. Hoje no caminho da igreja, parei para tirar foto com um ipê. Nunca mais tinha feito isso, fotografar o look do dia pensando no blog. E de repente isso me fez um bem, sabe. Essa blusa tem um desenho tão lindo de uma borboleta, mas também contém uma mensagem belíssima: Sinal da transformação do ciclo da vida. BORBOLETA.  A borboleta é considerada o símbolo da transformação, da felicidade, da beleza, da inconstância, da efemeridade da natureza e da renovação. Pesquisei s...

O Porquinho Gentil ♡

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Remexi o baú das coisas simples e puras e encontrei o dvd do filme Babe O Porquinho Atrapalhado . Foi só dar o play, que o meu quarto se transformou num cinema aconchegante. Podia sentir até o aroma de chá de hortelã quentinho com biscoitos amanteigados de maizena. Até os raios de sol dourados, que vinham deslizando do basculante da janela, queriam assistir comigo a história desse adorável porquinho. Digo que esse é o meu filme favorito, porque foi um dos primeiros filmes que eu assisti na vida, ainda em fita vhs, e dele trago memórias tão queridas. Esse filme revela uma melancolia tão bela, que faz com que corações pequeninos compreendam, de alguma forma, que a gente pode ser feliz mesmo quando coisas tristes acontecem com a gente e que não podemos ter medo de ser quem nós somos verdadeiramente.  A minha cena favorita é quando o senhor Hoggett, o dono do porco, canta e dança para motivá-lo, após uma crise de desânimo.  "Quero lhe dar o dia mais feliz Cantar as manhãs d ourada...

Aquilo que eu posso romantizar

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Bem nos primordios desse blog, eu já tinha essa percepção, mas não sabia qual era o caminho do sol para trilhar, c omo eu ia me livrar daquele elefante que morava nos meus sentimentos e muito menos como expressar o que essa coisa tão latente queria dizer. Achei aqui nos meus arquivos um post com o título  "Quando é preciso desromantizar". Era dolorido e inflamado, porque eu sentia a pancada da desilusão dos desencontros e estava ferida por notar que ninguém tinha a obrigação de ser recíproco comigo (em algum momento todo mundo leva essa chinelada). Com pensamentos mais maduros e o coração mais manso, volto os meus olhos e a minha sensibilidade para o universo e fico sempre atenta à obra de arte de Deus, que é o romance mais belo e real, o amor que nunca decepciona. Apesar de acreditar fielmente no amor humano, o meu romantismo já não pode depender de idealizar alguém. Ele sobreviveu e renasceu com o olhar direcionado à contemplação daquilo que tenho a minha di...

A cisma com a franjinha

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Semana passada eu fiz uma franjinha (foto no fim do post). Gostei demais. Achei que ficou boa mesmo. E divertida (era só me olhar no espelho que eu ria).  Acontece que eu sempre perco o controle com uma franja (ou com o cabelo curto) e f ico aparando aqui e acolá. Só me dou conta quando sobra apenas um tiquinho da franja na cabeça para contar a história. Era para estar curta mesmo. Bem curta. Mas acho que não tão curta. Aí eu fiquei pensando um bocado de tempo numas coisas que ainda estão adiante do meu saber. Qual é mesmo o tamanho certo? Até quando eu vou ficar aparando? Será que eu vou abrir mão e deixar essa franja crescer antes do fim do ano? Achei que não ia aparar mais, mas antes de dormir, meus olhos de fiscal de franja avistaram dois fios passando dos outros e resolvi cortar o barato deles com a tesoura. Só faltou eu medir com uma régua. Fiquei achando que usaria um modelo mais moderno, repicado e essas coisas todas, mas não deu outra, sabe. Porque vai ver eu g...

Estou voltando ♡

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Meu primeiro contato com blog foi em 2011. Usava a internet pelo celular e  acessava os blogs da Capricho.  Através dos comentários nas postagens, foi como eu descobri a existência de inúmeros blogs de gente como eu, que escrevia sobre tudo, compartilhava fotos, fazia tags interativas. Fiquei encantada com esse universo e decidi que também queria ter um blog. Queria escrever sobre moda, mas eu mal sabia usar um computador.  Não havia tido muitas oportunidades de ficar navegando sozinha, nem muito tempo de aprender os macetes, mas queria ter um blog. Pedi a minha prima para abrir um para mim. Eu escrevia as postagens no celular e enviava a ela por sms. Ela passava essas mensagens para o blog, escolhia as imagens no google e postava. Eu ficava divulgando entre as minhas colegas da escola, mas ninguém se interessava muito. Quase ninguém tinha computador, celular na época fazia um auê para acessar a internet e quando todo mundo ia na lan house queria mesmo era ficar no o...